AfroReggae comemora dia nacional do Reggae com evento na Lapa

  • Rafael Ruas
  • 12 de maio, 2016
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O dia nacional do Reggae foi comemorado em grande estilo pelo Grupo Cultural AfroReggae, que promoveu o “Reggae Por Nós”, um debate no Núcleo Lapa, com as presenças de Lucas Kastrup, baterista e compositor da banda Ponto de Equilíbrio, Paulo Da Ghama, um dos fundadores da banda Cidade Negra e Jorge Makandal, dono do Jamaica Sana Camping. A mediação foi feita por D’Jah Tekko Rastafari, um dos criadores do AfroReggae.

Logo na abertura, Tekko relembrou as origens do Grupo Cultural, quando promovia a festa Rasta Reggae Dance e vendia camisas de Bob Marley, numa barraca na Cinelândia. Lá era um ponto de convergência do movimento negro e da vanguarda do Reggae. Ele preparou, para o evento, um mural com fotos e dados sobre a história do Reggae, que ficará exposto até a próxima semana.

Logo em seguida, Jorge Makandal falou um pouco do que é a cultura rastafari e a importância da manutenção da mesma, e do quanto foi possível ganhar dinheiro graças ao ritmo jamaicano, no passado, principalmente.

Em seguida Da Ghama aproveitou para contar um pouco de como foi o surgimento de uma das bandas mais importantes do cenário Reggae no Brasil, Cidade Negra, e quantas bandas atuais ainda se aproveitam do repertório deles. Também de forma sucinta, abordou um pouco da história do Reggae.

Antes de abrir para as perguntas do público, Lucas Kastrup, que também é antropólogo explicou como está o mercado do Reggae atualmente, e o quanto é difícil equilibrar as ações baseadas nas raízes do reggae, que o público cobra, e conseguir estar inserido comercialmente nas rádios e gravadores.

Todos concordaram que o reggae, desde os primórdios, é ritmo agregador, sem preconceitos e que preza cultivar a paz e um mundo melhor.

– Todos os ritmos sempre beberam da nossa fonte. O reggae enriquece a música, a sociedade de maneira geral, é cultura e acreditem, é possível sobreviver dignamente através do ritmo. São shows, camisas, jóias, cordões, cds, entre outras formas de manter essa cultura e viva e valorizada.

No dia da morte de Bob Marley, há 35 anos, o evento chegou ao fim com a certeza de que ritmo é imortal. Que assim seja, Por Jah, e todos os fãs.