Além do Arco-Íris promove II Seminário de Visibilidade Trans na Lapa

  • AfroReggae
  • 1 de dezembro, 2016
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O projeto Além do Arco-Íris, criado pelo AfroReggae, promoveu na noite de ontem (30/11), o II Seminário de Visibilidade Trans que lotou o núcleo da ONG na Lapa.

A mesa de debate foi mediada pela travesti Laura Mendes, agente de projetos da instituição, e contou com a participação de Christiane Santana, Subsecretária de Direitos Humanos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social; Maiara Fafinni, ativista e psicóloga; Evelyn Gutierres, atendida pelo projeto e Layla Monteiro, Assistente de Pesquisa de Estudos para Trans da Fiocruz.

Logo na abertura, Laura Mendes destacou a importância do projeto, que já atendeu 286 transexuais e travestis, conseguindo inserir 57 delas no mercado de trabalho, e duas já estão cursando faculdade, entre outros beneficiadas com emissão de documentos, exames de saúde, entre outros.
Evelyn agradeceu todo trabalho desenvolvido pelo Além do Arco-Íris:
– O AfroReggae foi importantíssimo na minha vida. Sou muito grata ao projeto. Quando a gente busca mudar de vida a gente agarra com unhas e dentes as oportunidades. Foi isso que fiz aqui. Tudo que plantamos no projeto colhemos. É muito gratificante. – ressaltou.
Layla Monteiro ressaltou a importância do trabalho de pesquisa realizado pela Fiocruz com o público trans, que deve servir como instrumento para Ministério da Saúde, para desenvolver políticas públicas de saúde específicas para as atendidas.
– No Brasil, uma travesti morre assassinada a cada 28 horas. São números alarmantes que deveriam chamar ainda mais atenção da sociedade. informou a ativista.
Para subsecretária Christiane Santana, enquanto as políticas públicas não enxergarem as travestis e transexuais elas continuaram tendo seus direitos de cidadãs negados.
– Precisamos de alternativa para inseri-las no mercado de trabalho, por exemplo.
Logo após o debate foram apresentadas performances de dança e teatro, que protagonizadas pelas travestis e transexuais atuantes no projeto, sob a direção de Betho Pacheco, dançarino e coreógrafo do AfroReggae.

O Além do Arco-Íris surgiu em 2013, visando contribuir com o processo de empoderamento de travestis e transexuais em situação de alta vulnerabilidade social. O projeto deu início com encontros semanais com a finalidade de se criar um espaço de convívio e troca de experiências.De suma importância para um público acostumado ao isolamento social, o projeto realiza parcerias com as iniciativas públicas e privadas, além da articulação com a rede socioassistencial para promover a conquista plena de direitos fundamentais como saúde, educação, assistência jurídica e inclusão em programas sociais.