Dayane Cunha

  • Rafael Ruas
  • 14 de dezembro, 2015
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Dayane Cunha, nasceu e foi criada na favela de Vigário Geral, Zona Norte do Rio. Escutava de casa, aos 8 anos, um barulho que vinha da rua e despertou sua curiosidade. Foi conferir o que era e deu de cara com as oficinas de percussão e dança do Grupo Cultural AfroReggae, naquela época o espaço da ONG foi batizado de Centro Cultural Vigário Legal.

Diferente da enorme estrutura do atual Centro Cultural Waly Salomão, as aulas aconteciam na rua. E foi tipo amor à primeira vista.

Começou imediatamente a frequentar a oficina de dança, pouco tempo depois já fazia parte do grupo que se apresentava em festivais pela cidade. Chegou a ganhar dois prêmios, de dança contemporânea e dança afro.

O irmão mais velho, Alan Cunha, já fazia parte da Trupe de Saúde, que apresentava esquetes sobre DST’s (doenças sexualmente transmissíveis).

Dayane faltava as aulas de catecismo, aos sábados, para assistir o irmão ensaiar. Chegou a decorar as músicas e as falas. Já com 10 anos, assistindo a um dos ensaios, foi convidada a participar pelo diretor José Marmo. Aquela apresentação marcou a trajetória dela para sempre.

Hoje, com 25 anos, Dayane é atriz da Trupe de Teatro AfroReggae. Foram centenas de apresentações, mas de acordo com Dayane, as mais marcantes foram na Inglaterra e Escócia, em 2008, com os espetáculos “Urucubaca” e “Rua Paris 10A”:

–        Eu tinha 17 anos. Nunca vou me esquecer daquelas apresentações. Nós éramos o único grupo de teatro que não falava inglês, mas todos compreenderam perfeitamente.  Aí você vê a importância do trabalho corporal dos atores– ressalta.

Este ano, Dayane se apresentou com a Trupe de Teatro AfroReggae com espetáculo “A Onça e o Bode”, em diversas Lonas Culturais da Prefeitura do Rio e até mês passado, esteve em temporada na Sala Municipal Baden Powell, em Copacabana.

No palco da vida, Dayane já é uma vencedora. Sonha em seguir levando seu talento e sua arte, da favela para o mundo. Sendo protagonista da sua própria história.

 

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