Memória

AfroReggae

MISSÃO

Promover a inclusão e a justiça social, utilizando a arte, a cultura afro-brasileira e a educação como ferramentas para a criação de pontes que unam as diferenças e sirvam como alicerces para a sustentabilidade e o exercício da cidadania.

VISÃO

O Grupo Cultural AfroReggae é uma organização que luta pela transformação social e, através da cultura e da arte, desperta potencialidades artísticas que elevam a auto-estima de jovens das camadas populares.

Cronologia: Das incertezas no início a visibilidade de uma ONG que é exemplo no mundo 

1992 -

Na história do AfroReggae, a música e a arte sempre estiveram a serviço da construção de elos entre pessoas de diferentes tribos, classes e regiões. Na 1ª Rasta Reggae Dancing, no dia 17 de outubro, no Centro Educacional Souza Aguiar, um grupo de amigos que organizava festas no Rio de Janeiro, plantava uma semente que se tornaria uma ONG padrão, no Brasil e no exterior. O sucesso da empreitada impulsionou a criação do AFROREGGAE NOTÍCIAS, com o apoio de alguns programas de rádio (Rasta Revolution, Vibrações Positivas e Positive Vibration, do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), amigos e a garra de pessoas que até então não tinham dado certo na vida. Mas o destino começava a mudar…

1993 -

A festa de lançamento do ARN N° 0 aconteceu em 21 de janeiro de 1993, três meses depois da Rasta Reggae Dancing, na sede do Instituto de Estudos da Religião (ISER), na Glória. O jornal foi o marco oficial de fundação do Grupo Cultural AfroReggae e era distribuído gratuitamente e de forma voluntária por sua equipe editorial. Várias pessoas foram fundamentais nessa primeira fase: José Junior, Tekko Rastafari, Jupi, Arcélio Faria, Marcelo Yuka, Mônica Cavalcanti, Plácido Pascoal, Ângela Fagundes e muitos outros que, de uma forma ou de outra, apoiaram a iniciativa.

No dia 20 de julho, o Grupo Cultural AfroReggae (GCAR) foi legalizado e passou a existir juridicamente. A crise pela falta de verba para produzir o AR n° 4 ensinou aos membros da instituição a como unir forças, vencer as adversidades e transformar, através da criatividade e garra, o negativo em positivo e alcançar êxito.

1994 –

No AfroReggae sempre se discutiu muito sobre quais os caminhos para se tirar os jovens da criminalidade e do ócio. O contato com as comunidades de Acari e Cantagalo, através da distribuição do ARN, as chacinas da Candelária e a de Vigário Geral foram amadurecendo a ideia de fazer algo e no 1° de junho, Vigário Geral recebe as primeiras oficinas: percussão, dança afro e reciclagem de lixo, na Quadra Nahildo Ferreira. Nasce então, o que seria o primeiro núcleo de Cultura do AfroReggae, que tem durante estes anos todos beneficiado milhares de crianças, adolescentes e jovens, mudando seus destinos através da arte, educação e cidadania.

Lorenzo Zanetti, do Setor de Análises de Assessorias a Projetos da Federação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional (SAAP/FASE), sisudo no início, nos mostrou que suas exigências para que o AfroReggae refizesse várias vezes seu projeto para a obtenção do apoio da instituição, era uma forma de capacitar seus membros para os futuros embates que a vida traria. Surgia ali um grande aliado, incentivador e amigo, que mais tarde, como forma de gratidão e reconhecimento, daria nome ao novo núcleo de Parada de Lucas: Centro de Inteligência Coletiva Lorenzo Zanetti.

O poeta Waly Salomão conheceu o AfroReggae bem cedo, quando o grupo ainda dava seus primeiros passos. Para os amigos – artistas, intelectuais, jornalistas – Waly sempre o anunciava como a grande novidade daquele início da década de 1990, como a iniciativa cultural mais importante dos últimos tempos. Naquela época, o discurso do poeta parecia um exagero. Na verdade, era uma profecia. Ele nos mostrou o caminho da arte, do viver com poesia, e de que forma essas coisas poderiam transformar a vida de muita gente. E começou mudando a nossa… Para sempre!

1995 –

O Batizado da Banda AfroReggae, no dia 9 de junho, contrariou todas as expectativas e foi realizado um grande evento no Campo de Futebol, entre as ruas Antônio Mendes e Vila Nova,em Vigário Geral. Ospadrinhos foram Caetano Veloso, que cantou alguns de seus sucessos com o AfroReggae e interpretou músicas do Olodum e do Ilê Aiyê, e Regina Casé, que entoou um trechinho do Rap da Felicidade de Cidinho e Doca:

“Eu só quero é ser feliz,
Andar tranquilamente na favela onde eu nasci, é.
E poder me orgulhar,
E ter a consciência que o pobre tem seu lugar.
Fé em Deus, DJ”

 1996 –

 José Junior é convidado a participar de um Seminário sobre Movimento Popular em Montreal, no Canadá, promovido pela ONG Alternatives. Um dos encontros fundamentais foi com o então presidente de honra do PT, o ex-presidente Luiz Ignácio Lula da Silva (2003 a 2006 e2007 a 2010), que sugeriu a Campanha do Metro para a quitação da dívida pela compra da casa em Vigário Geral.

Este ano também marcou a entrada definitiva do AfroReggae nas comunidades do Cantagalo-Pavão-Pavãozinho. Através de uma parceria entre a Fase, o Jeneusse Du Monde e do Cirque Du Soleil, algumas instituições brasileiras que trabalham com circo foram beneficiadas com parte do apoio financeiro e suporte técnico. O projeto inicialmente se chamava Levantando a Lona, que hoje dá nome a uma das trupes circenses do Núcleo.

Em Vigário Geralfoi ampliada a parceria com o Grupo Abadá Capoeira, que incrementou as oficinas no núcleo. Os melhores alunos da capoeira entraram para a Banda AfroReggae e a estreia foi no lançamento do livro “Algaravias”, de Waly Salomão, na Livraria Timbre, no Shopping da Gávea, que reuniu artistas e intelectuais.

30 de outubro ficaria marcado pela tragédia com o avião da TAM,em São Paulo. Apesarda tristeza, o AfroReggae tinha um compromisso inadiável nesse dia: O Batizado da Capoeira, que teve como padrinhos o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, a cantora Fernanda Abreu  e Gabriel O Pensador. O evento aconteceu no Campo de Futebol de Vigário, ocupada pela polícia civil, com direito a uma Jam do AfroReggae, de Fernanda Abreu, Falcão, do Rappa, Gabriel O Pensador, do saudoso ator-cantor Norton Nascimento, apresentação da Orquestra de Berimbaus do Abadá e canjas de Seu Jorge e Bertrand Doussain.

1997 – 

No dia primeiro de janeiro as obras do primeiro Centro Cultural de Vigário Geral foram iniciadas. Depois de vários atrasos pela falta de dinheiro, o Centro Cultural Vigário Legal, que tinha a fachada toda pintada pelo artista plástico Valmir Vale, da própria comunidade, foi inaugurado no dia 29 de julho. Na madrugada anterior aconteceu um mutirão emergencial com os integrantes do GCAR, componentes da Banda AfroReggae, alunos do Usina Musical e outras pessoas da comunidade para retirar o entulho para a festa de inauguração. Os amigos e aliados da jornada, que contribuíram com a Campanha do Metro, receberam um certificado. Depois da inauguração do Centro, aconteceram os shows do AfroReggae com Tony Garrido, Falcão do Rappa e do Cidade Negra, no campo de futebol.

A Banda AfroReggae recebe um convite para ir à Europa. Em seguida, faz uma pausa. Era chegada a hora do grupo deixar de ser apenas um projeto social para criar seu primeiro espetáculo, Nova Cara, e se profissionalizar. O show fundia o funk com influências das manifestações culturais afro-brasileiras e nordestinas conectadas às informações musicais que vinham de fora: hip hop, reggae, ragga, além da capoeira e elementos circenses como a perna de pau. A Banda AfroReggae II é criada para apresentações em escolas, creches e manifestações.

1998 -

O retorno da Banda AfroReggae foi em Paris, na Copa da França, em sua primeira turnê europeia. Na Alemanha, a banda se apresentou em 18 cidades, fez palestras e workshops e compôs parte do repertório do primeiro CD: Nova Cara, durante as viagens de ônibus. Em Manchester, na Inglaterra, retribuiu a visita do então ministro de Relações Exteriores, Tony Lloyd, no ano anterior em Vigário, e na Holanda também fez workshops, demonstrações e tocou numa penitenciária.

A Banda AfroReggae lança o espetáculo Nova Cara no dia 6 de novembro nos Arcos da Lapa sob os aplausos calorosos de cerca de 3 mil pessoas. O ator Sérgio Britto convida o grupo para uma temporada de duas semanas no horário alternativo de terças e quintas no Teatro Delfim. No dia 20 de dezembro, o AfroReggae faz nova apresentação de Nova Cara, desta vez no Parque dos Patins, com encerramento do Rappa.

José Marmo, até então apenas conselheiro, entra para o AfroReggae para executar projetos na área de saúde e falar da AIDS de maneira descontraída, mostrando que o prazer com proteção é a grande saída. E nada melhor para atingir o público, do que uma barraca típica de camelô que distribuía preservativos e informativos sobre as DSTs, cedidos pela Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA) em pontos estratégicos da cidade. A primeira Barraca da Saúde foi “batizada” na Rua Mem de Sá, na Lapa, em frente à Febarj, no dia 22 de setembro e teve como padrinhos Waly Salomão, Dona Zica, Mãe Beata de Yemanjá e Tia Cotinha. A Central do Brasil, o Metrô da Carioca e a Estação das Barcas também recebeu a a Barraca tempos depois.

1° de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a AIDS, nasce a Trupe da Saúde, embrião da futura Trupe de Teatro AfroReggae. O grupo utilizava técnicas de teatro de rua e circo para discutir com o público questões como DSTs, especialmente a AIDS. A trupe fez 4 apresentações em pontos de grande concentração de pessoas e em diferentes regiões do Rio. A primeira esquete foi idealizada por José Marmo e dirigida pelo Márcio Libar, na época, do Teatro de Anônimo.

1999 –

Em Manoppello, região de Abruzzo, na Itália, José Junior começa a escrever “Da Favela para o Mundo”.

O AfroReggae inicia o ano com proposta de três gravadoras: Natasha, Sony Music e Trama. Um novo desafio é imposto. Com a profissionalização do grupo, surge a preocupação em desenvolver o lado empresarial sem afetar a relação com os antigos parceiros. O GCAR decide trabalhar para gerar uma futura autonomia e auto-sustentabilidade com a criação da AfroReggae Produções Artísticas Ltda (ARPA).

Paula Lavigne, proprietária da Natasha Records e mulher de Caetano Veloso na época, convida o AfroReggae para organizar uma coletiva para rádios, jornais e TVs comunitárias para a divulgação de “Orfeu”, de Cacá Diegues, do qual ela era produtora. Desse encontro surge a possibilidade da exibição do filme no Ciep Mestre Cartola, no dia 9 de maio na divisa entre Vigário Geral e Parada de Lucas, que viviam sob o jugo da guerra de facções do tráfico. O evento aconteceu em clima de paz e com a presença do elenco e apresentações da Banda AfroReggae II, do Tambolelê, AfroReggae, MV Bill, Mr. Catra e Caetano, diretor musical de “Orfeu”.

No dia 6 de maio a Arpa lança a Coletânea Hip Hop Pelo Rio na Lapa.

Nasce a ideia de homenagear Waly Salomão, que além de guru e amigo, foi conselheiro e diretor do AfroReggae. A primeira proposta seria uma sala com seu nome, mas seria pouco para alguém que teve participação fundamental na história do GCAR. Waly propiciou aos membros da instituição momentos históricos como tocarem pleno Shoppingda Gávea, no lançamento de Algaravias, e na Dias Ferreira, com O Rappa, no lançamento do Tarifa de Embarque.

2000 –

O ano de 2000 inicia com uma crise financeira, apesar da visibilidade que começava a aumentar. Mesmo assim, o AfroReggae decide comemorar  no dia 21 de janeiro, o aniversário de 7 anos no Teatro Carlos Gomes com a apresentação de todos os grupos artísticos da instituição na época: AfroReggae I e II, Afro Lata, Trupe da Saúde e Afro Samba (de Vigário Geral), a Trupe Levantando a Lona (Cantagalo) e o Coral de Idosos da Casa de Santa Ana e do GCAR (Cidade de Deus). Neste evento foi lançado o Prêmio Orilaxé, criado para homenagear pessoas e entidades que ajudaram o AfroReggae até então e que depois se tornou um evento anual de reconhecimento àqueles que se destacaram em várias áreas. Orilaxé em yorùbá significa “A Cabeça tem o poder da transformação”.

Em fevereiro, 21 integrantes do AfroReggae participam do Stop Racism!, em Otawa, no Canadá, transmitido para 48 países. O depoimento de Altair Martins emocionou a então ministra de Multicultura daquele país, Hedy Fry, que gerou outras oportunidades do GCAR falar da situação dos jovens moradores das favelas brasileiras. A culminância veio com o prêmio que Altair e Anderson Sá receberam na Casa Branca, em Washington, nos Estados Unidos, pela luta da instituição contra a discriminação racial.

É criado o Criança Legal, projeto que visava à iniciação pedagógica e cultural de crianças entre 5 e 7 anos, para que chegassem com uma base de escrita e leitura, além de noções de higiene e meio ambiente, aulas de dança, capoeira e percussão e vaga garantida na rede municipal de ensino, parceria com a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.

O AfroReggae rompe a fronteira da guerra do tráfico entre Vigário Geral e Parada de Lucas e inicia as oficinas de informática na Associação de Moradores de Lucas, com o apoio do Comitê de Democratização da Informática (CDI). Estava lançada a semente de mais um núcleo.

2001 –

A Banda AfroReggae abre a terceira edição do Rock in Rio, que teve como tema “Por um Mundo Melhor”, no dia 14 de janeiro, na cidade do Rock, ao lado da Orquestra Sinfônica Brasileira no palco principal, intitulado Mundo e também lança o CD Nova Cara (Universal Music), na Tenda Brasil. A Banda AfroReggae II, o Afro Lata, o Levantando a Lona e a Trupe da Saúde também fazem performances no festival.

O AfroReggae realiza a segunda edição do Prêmio Orilaxé em comemoração aos oito anos da instituição no Teatro Glória com apoio da UNESCO e apresentações da Trupe Levantando a Lona, do Afro Lata, da Banda AfroReggae e do rapper MV Bill. Colaboradores e pessoas que de alguma forma ajudaram o AfroReggae foram os homenageados e a emoção ficou por conta do encontro dos presidentes das associações de moradores de Vigário Geral, Renato Laurindo e Parada de Lucas, Carlinhos Souza, comunidades que viviam sob o jugo da guerra do tráfico.

A Formiga é a primeira comunidade a receber o Conexões Urbanas com apresentações de Pé de Pano, Bonde do Vinho, Furacão 2000, MV Bill, AfroReggae e Fernanda Abreu,em agosto. O Conexõesé o maior circuito de shows gratuitos em favelas com a mesma estrutura, cenário, iluminação e palco das grandes casas de espetáculos e nas praias da zona sul carioca. A comunidade onde o evento é realizado também recebe investimentos sociais do poder público, como iluminação, saneamento e obras estruturais. Outros artistas que também passaram pelo palco do Conexões: O Rappa, Caetano Veloso, Xuxa, Marisa Monte, Gilberto Gil, Daniela Mercury, Zezé di Camargo e Luciano, Belo, Titãs, Cidade Negra, Paralamas do Sucesso, entre muitos outros.

Criado no Cantagalo o primeiro espetáculo circense do AfroReggae, o Circo Etéreo, com patrocínio da Petroquisa, que mescla elementos da história da formação das favelas no Brasil com a trajetória  de um dos primeiros palhaços negros no Brasil, Benjamin de Oliveira, de grande importância artística e cultural no início do século XX e que dá nome ao Núcleo do Cantagalo-Pavão-Pavãozinho.

No mês de outubro, é iniciado em Parada de Lucas o Rompendo Fronteiras. A princípio formado a partir de uma parceria com o CDI e a associação de moradores local, esse projeto é voltado para a área de informática e representou o rompimento de uma fronteira bastante hostil. Afinal, desde 1983 as relações entre essa comunidade e a vizinha Vigário Geral eram marcadas pelos conflitos entre narcotraficantes, o que não raro impedia ações, relacionamentos ou desenvolvimento de projetos comuns às duas comunidades.

2002- 2003

A banda AfroReggae lança o CD Nova Cara na sede da Universal na Barra num evento para convidados.

David Byrne, líder da banda britânica Talking Heads visita o Centro Cultural Vigário Legal e assiste o ensaio da banda AfroReggae

A comemoração do 10 anos do AfroReggae aconteceu entre os dias 21 e 27 de janeiro de 2003 no Teatro João Caetano, Arcos da Lapa e SESC Tijuca. Debates, a quarta edição do Prêmio Orilaxé, lançamento da primeira versão do livro: “Da Favela para o Mundo” de José Junior, vídeos e shows com a participação Regina Casé, Lenine, MV Bill, entre outros. No evento nos Arcos da Lata, a chuva parou a cidade e Caetano Veloso, um dos convidados, ficou ilhado e não conseguiu chegar.

Maio foi um mês muito difícil. No dia primeiro, aniversário de 9 anos de morte de Ayrton Senna, uma referência para o AfroReggae, Anderson Sá sofre um grave acidente. Ao sair do mar no Arpoador, uma onda o derruba e ele sofre uma lesão na coluna na região C4 e fica momentaneamente tetraplégico.

No dia 5 de maio, morre o guru, amigo e conselheiro Waly Salomão na Clínica São Vicente, de câncer. Nada do sentimento clichê “Descanse em paz”. O AfroReggae meteu a mão nos tambores e invadiu a Biblioteca Nacional, aonde o poeta estava sendo velado e gritou tão alto quanto ele! Waly, que se intitulava mais um peixe do cardume, deve ter adorado! Ele era a cara do AfroReggae e o AfroReggae era a sua cara!

O AfroReggae cria o Projeto Itinerários Aliados, em parceria com o SESC/RJ, com atividades artísticas no SESC Ramos para jovens do Complexo do Alemão e Morro do Adeus, que tinham entre si uma relação hostil. Os resultados foram além do esperado e originaram o espetáculo – Do Caos ao Kaos – inspirado na obra de Jorge Mautner, que combinava no palco as diferentes linguagens trabalhadas nas oficinas de teatro, dança e circo. Essa iniciativa impulsionou o trabalho do AfroReggae no Complexo do Alemão que mais tarde implantaria um núcleo na região.

No dia 4 de agosto é iniciado oficialmente o projeto Rompendo Fronteiras em Parada de Lucas

O AfroReggae recebe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Cultura, Gilberto Gil, a Ordem do Mérito Cultural dedicado àqueles que realizam trabalhos que valorizando a cultura.

2004 -

A Banda AfroReggae é convidada a participar da Mostra Caetano, no Carneggie Hall,em Nova York, que reuniu também nomes como Mart´Nália e Virgínia Rodrigues. Foi um grande sucesso. O crítico Jon Pareles, do New York Times exaltou a performance do AfroReggae.

Começa na Rádio Roquette Pinto o AfroRitmia com Marcello Silva e Jairo Cliff, que levam o melhor da cultura e da música negra ao público. Alguns meses depois o programa migra para a Rádio Viva Rio e passa a ser diário com apresentação de Jairo Cliff e Christine Keller. Nas duas rádios, o AfroRitmia contou com a programação musical de Djah Tekko Rastafari

Em agosto, nasce o Juventude e Polícia, coordenado pelo AfroReggae e pelo CESeC em parceria com a PM  e com o Governo de Minas Gerais, através da Secretaria de Defesa Social. No projeto, o AfroReggae leva para dentro dos batalhões oficinas de percussão, dança de rua, basquete, teatro e grafite para capacitar policiais e criar um diálogo entre a cultura policial e a cultura dos jovens, diminuindo as barreiras existentes. A antipatia recíproca inicial cede lugar a um relacionamento que supera os estereótipos e se baseia no respeito e na solidariedade. Na segunda etapa, os policiais capacitados replicam o conhecimento adquirido para jovens das comunidades mineiras.

Ainda no mesmo mês, o AfroReggae perde mais um grande amigo, mestre e apoiador, Lorenzo Zanneti, que dá nome ao núcleo de Parada de Lucas: Centro de Inteligência Coletiva Lorenzo Zanetti.

2005 –

O GCAR comemora 12 anos com a festa da quinta edição do Prêmio Orilaxé com shows de Gilberto Gil e da Banda AfroReggae no Canecão, em Botafogo

É lançado “Favela Rising” dirigido pelos norte-americanos Jeff Zimbalist e Matt Mochary, que “costura” a história do Grupo Cultural AfroReggae à vida de Anderson Sá, vocalista do AfroReggae, que quase ficou tetraplégico em um acidente sofrido no Arpoador. O documentário foi agraciado com mais de 30 prêmios internacionais, entre eles “Melhor Documentário”, no Festival de Tribeca 2005,em Nova York, e “Melhor Documentário do mundo”, pelo IDA (International Documentary Association),em Los Angeles.“Favela Rising” entrou em cartaz no circuito brasileiro e foi exibido nos Festivais de Cinema do Rio e de São Paulo e em diversos países, como Estados Unidos, Espanha e Japão.

A Banda AfroReggae lança seu segundo CD : “Nenhum Motivo Explica a Guerra”, pela Warner Music Brasil / Gegê Produções Artísticas

Conexões Urbanas agora também está nas ondas no rádio. A primeira a receber o programa é a MPB FM do Rio de Janeiro, com apresentação de Marcello Silva e Patrícia Ferrer e programação musical de Djah Tekko Rastafari

É lançado o documentário “Polícia Mineira”, dirigido por Estevão Ciavatta, mostra as oficinas do Juventude e Políciaem Minas Geraiscom cenas emocionantes do projeto e seus resultados.

A Quadra da Canitá, no Complexo do Alemão, recebe oficinas de teatro, dança e circo. Resultado do sucesso do projeto Itinerários Aliados no SESC Ramos.

2006 –

No início do ano as oficinas de teatro, dança e circo que aconteciam na Quadra da Canitá foram transferidas para a Vila Olímpica Carlos Castilho, também no Complexo do Alemão, devido às diversas incursões policiais que colocavam em risco a vida dos jovens, inviabilizando as atividades realizadas.

“Favela Rising” esteve entre os 15 candidatos a disputar indicação ao Oscar de melhor documentário.

 A Banda AfroReggae abre o show dos Rolling Stones em Copabacana para mais de 500 mil pessoas.

É criado o “Acorda Lucas” – projeto do GCAR que ministra aulas de música clássica no Centro de Inteligência Coletiva Lorenzo Zanetti, em Parada de Lucas e originou a Orquestra de Cordas AfroReggae, hoje Orquestra AfroReggae Diego Frazão.

Lançada a segunda edição do Livro “Da Favela para o Mundo” em comemoração aos 13 anos do GCAR, escrito por José Junior, que traz a trajetória do AfroReggae até o ano de 2006.

O DVD “Nenhum Motivo Explica a Guerra” é lançado no Circo Voador, na Lapa e traz a história do AfroReggae e todo o contexto em que foi criado, contado através de  depoimentos  de seus integrantes e das pessoas ligadas ao projeto desenvolvido na favela carioca de Vigário Geral. A direção de Cacá Diegues e Rafael Dragaud. Produção:Renata Magalhãese Flora Gil.

O poder transformador de projetos culturais frente aos diversos tipos de violência − social, étnica ou religiosa − é o mote do Antídoto − Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito, produzido pelo Itaú Cultural em parceria com o Grupo Cultural AfroReggae, que tem sua primeira edição lançada no Itaú Cultural. O projeto abrange mostras de filmes, shows, espetáculos teatrais e debates, que tradicionalmente contam com convidados de diversas partes do Brasil e do mundo.

O Centro Cultural Lorenzo Zanneti é inaugurado em Parada de Lucas no dia 26 de novembro. Trata-se de um Centro Multimídia que tem computadores com internet wi fi, cursos diversos, programação visual, edição de vídeos, Rádio Web e hoje oferece oficinas de percussão, dança, capoeira, história em quadrinhos e violino.

2007 –

As ações sociais chegam à Índia com o nome Conexão Shiva. Com o apoio da Fundação Ford, o AfroReggae foi duas vezes ao país; em março, para conhecer a realidade local e, em novembro, para realizar os workshops. Em Nizamuddin, a favela mais antiga do mundo, mais de 80 jovens, entre 18 e 25 anos, participaram das oficinas de dança afro, percussão, capoeira e grafite. Enquanto isso, a Banda desembarcava na China para se apresentar no XXI Festival de Música Internacional de Macau.

Nasce em 1° de maio o Núcleo de Nova Era, a princípio, como um projeto em parceria com outra ONG, o Cisane, que atua na comunidade há 12 anos e na época cedia o espaço para as oficinas.

Na primeira escala da turnê internacional de “Nenhum Motivo Explica a Guerra”, em março, a Banda AfroReggae foi uma das atrações mais aclamadas no Festival Petrobras Musica y Energia, em Bogotá para uma platéia de mais de 80 mil pessoas. Em abril, José Junior volta ao país e por intermédio de líderes de ongs locais, visita Bogotá, Medellín, Apartadó e Cali, para conhecer iniciativas de paz e de redução da violência junto com uma equipe da Pindorama Filmes. O resultado é o lançamento do documentário “O Veneno e o Antídoto”.

Sai em março a edição n° 0 da Revista Conexões Urbanas que traz como matéria de capa as viagens, intercâmbios, shows, palestras e oficinas do AfroReggae na Índia, Europa e Estados Unidos.

No dia 3 de agosto é inaugurado o Núcleo do Complexo do Alemão, com uma sede cedida pela Associação de Moradores da Grota que atende crianças e jovens das comunidades do Complexo com as seguintes oficinas: Circo, Dança, Grafitti, Percussão e Teatro.

Em agosto, a Banda AfroReggae realizou sua primeira turnê norte-americana. Começou pela Big Apple, onde o show Nenhum Motivo Explica a Guerra abriu o 5º Petrobras Cinefest, o Festival de Cinema Brasileiro de Nova IorK, que reuniu dez mil pessoas no Central Park. No dia seguinte, na sede da ONU, foi exibido o documentário Nenhum Motivo Explica a Guerra, de Cacá Diegues, seguido de uma apresentação de quatro percussionistas. Em 20 dias, os músicos de Vigário Geral percorreram outras cinco cidades nos Estados Unidos e uma no Canadá.

Na Inglaterra, o conjunto de ações artístico-sociais recebeu o nome de Favela To The World, tradução do título do livro lançado por Jose Junior (Da favela para o mundo, Ediouro, 2006), que narra a história da instituição. As atividades são realizadas pelo GCAR em parceria com o Barbican Centre e com o People´s Palace Projects e terão continuidade até 2012, ano das Olimpíadas de Londres. O contrato bilateral inclui duas visitas anuais à Inglaterra, para avaliar os resultados das oficinas, a evolução comportamental e artística dos jovens e o desempenho dos multiplicadores, que passam por novas etapas de capacitação. A Banda AfroReggae fez shows no Barbican e o Afro Mix, nos anos seguintes, em diversas cidades inglesas.

No dia 25 de junho o AfroReggae comemorou 15 anos com a 9ª Edição do Prêmio Orilaxé, em parceria com a Unesco, que celebrou os 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos e teve, além dos premiados, homenagem especial a 15 parceiros que colaboraram com o Grupo Cultural ao longo de sua trajetória. Cerca de três mil pessoas prestigiaram a festa, que reuniu desde amigos, apoiadores, colaboradores, até políticos e artistas como Regina Casé, MV Bill, Luana Piovani, Helio de La Peña, Letícia Sabatella e Beth Carvalho, entre muitos outros.

Começa no dia 24 de setembro, a segunda edição do Antídoto - Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito, parceria entre o AfroReggae e o Itaú Cultural. Pensadores e atores sociais da Colômbia, Honduras, Inglaterra e Brasil participam do evento para trocar experiências a respeito da arte e da cultura como ferramentas de transformação em áreas de conflitos sociais, étnicos, bélicos e religiosos.

2008 -

Nasce o Papo de Responsa, que reúne um Policial Civil uniformizado e uma pessoa que viveu no mundo do crime ou é egressa do sistema penitenciário. Com o objetivo de prevenir a violência através das palavras, o “Papo” percorre escolas públicas e privadas e empresas com palestras e bate-papos informais sobre temas como drogas, crimes na internet, violência e a responsabilidade de cada um. O papo é uma iniciativa do Grupo Cultural AfroReggae em parceria com a Polícia Civil e o Governo do estado do Rio de Janeiro, apoiado pela Natura Cosméticos.

Em fevereiro, o AfroReggae inicia mais um projeto pioneiro, o Empregabilidade. Através da iniciativa, pessoas de comunidade, mas especialmente egressos do sistema penitenciário, têm a oportunidade de conquistar um emprego com carteira assinada, benefícios trabalhistas garantidos e resgate da cidadania e auto-estima. O AfroReggae inscreve as pessoas, analisa os currículos, faz uma entrevista inicial e os encaminha às empresas parceiras, que contribuem diretamente para reduzir a violência e a reincidência de 8 para cada 10 presos no sistema penitenciário.

O Conexões Urbanas chega em mais duas rádios em julho: na Roquette Pinto (104 FM) e Furacão 2000 (107 FM), ambas no Rio de Janeiro. Os dois são apresentados de segunda a sexta. Na Roquette, às 17h, com Patrícia Ferrer e Júlia Tolipan e na Furacão, às 20h, com Anderson Sá, que também agita as pickups e LG. Djah Tekko Rastafari faz programação musical da 94 FM e Renato Rangel assina a direção dos dois programas.

No dia 13 de outubro estreia a primeira temporada do Conexões Urbanas no Multishow com apresentação de José Junior e Direção deRafael Dragaud(26 episódios). A festa de lançamento aconteceu na Boate 00, na zona sul do Rio, com a presença de artistas, políticos, intelectuais e imprensa. O programa cria uma ponte invisível para acabar com o apartheid social e criar elos de conhecimento, cultura e afetividade entre os diversos guetos em que a sociedade se dividiu: ricos e pobres, brancos e pretos.

Damian Platt e Patrick Neate lançam o Livro “Cultura é a Nossa Arma – AfroReggae nas Favelas do Rio”, que relata a realidade das favelas cariocas e a luta dos moradores para melhorar as condições de vida em suas comunidades. Através das ações do AfroReggae, os autores mostram a importância dos resultados obtidos pela cultura nos focos de maior violência do Rio de Janeiro

Lançado o documentário “O Veneno e o antídoto: uma visão da violência na Colômbia” que retrata a procura do país por caminhos para a paz, em meio a um violento conflito interno. A iniciativa faz parte de um projeto de pesquisas desenvolvido pelo Grupo AfroReggae e a Pindorama Filmes sobre experiências de paz em meio a conflitos, em diferentes lugares do mundo. Direção: Estevão Ciavatta. Produção Executiva: José Júnior e Nuno Godolphim

Em 1° de novembro, o núcleo do AfroReggaeem Nova Eraganha uma sede própria e independente. O espaço oferece oficinas socioculturais de percussão, teatro, dança, circo e grafite e atende 144 crianças e adolescentes, além de alongamento para a terceira idade. Outras atividades realizadas: Cine Afro, Jornada da Saúde e consultas mensais gratuitas com o Oftalmologista.

2009 -

No dia 30 de março foi dado o pontapé inicial do projeto Rebelião Cultural, que marca a concretização dos planos do “F4 – Favela a quatro”, com oficinas culturais e de qualificação profissional em presídios do Rio de Janeiro. A solenidade aconteceu no presídio feminino Talavera Bruce, e contou com a presença da Deputada Federal Marina Magessi, do secretário estadual de Administração Penitenciária Coronel Cesar Carvalho, além dos representantes do F4: o rapper MV Bill, da CUFA, Guti Fraga, do Nós do Morro, Jose Junior, do Grupo Cultural AfroReggae e Elionalva de Souza, do Observatório das Favelas (foto).

Entre os dias 4 e 28 de junho aconteceu no Itaú Cultural, em São Paulo, o quarto “Antídoto – Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito”, que trouxe nesta edição diversas palestras, debates, shows, filmes, peças de teatro e documentários. O evento teve convidados do Afeganistão, Brasil, Canadá, Líbano, Nigéria, Palestina e do Sudão. O Seminário é produzido pelo Itaú Cultural em parceria com o Grupo Cultural AfroReggae.

Dois grupos do AfroReggae entraramem estúdio. O AfroSamba gravou seu primeiro CD, “Samba de Fé”, com produção de Leandro Sapucahy e o AfroReggae, com produção de Tutinha, registrou no estúdio da Furacão 200 seu mais recente CD: Erga-se.

No dia 4 de setembro, a Orquestra de Cordas AfroReggae foi batizada no Palácio Guanabara. Os padrinhos são o governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e a então secretaria estadual de Educação, Tereza Porto. Sob direção musical do flautista Guilherme Carvalho, é formada por 25 jovens de6 a30 anos, fruto do “Acorda Lucas”. A aquisição dos instrumentos – violinos, violas, violoncelos e contra-baixos – foi viabilizada por recursos do Governo do Estado, o que possibilitou a criação da orquestra.

No dia 18 de outubro, o AfroReggae perde Evandro João da Silva, coordenador da equipe social do GCAR assassinado durante um assalto no centro do Rio. Evandro foi também instrutor de Informática, coordenador do núcleo de Parada de Lucas e do F4 nos presídios.

Em dezembro, a Secretaria de Educação lançou o Unindo Forças, numa dobradinha com o AfroReggae. Com o projeto, o GCAR desenvolve um trabalho de transformação social através da cultura, ajudando a promover a cidadania nas escolas da rede estadual e ainda, nas unidades de ensino do Departamento de Ações Socioeducativas (Degase). O projeto engloba seis ações multidisciplinares – Escolando a Galera, Oficinas do Degase, Núcleo Cultural AfroReggae, Trupe de Teatro da Sexualidade, Núcleo Nova Era e o Papo de Responsa.

2010 –

Em março, o GCAR, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação, lançou o Escolando a Galera, no Ciep Mário Tamborindeguy, em Irajá. O projeto levou Cultura, arte e cidadania, através de oficinas de teatro, percussão, circo e dança, shows com o AfroReggae e a peça Paixão, Flush & Testosterona, com a Trupe de Teatro à escolas localizadas em regiões de conflito social mapeadas no estado pela Secretaria.

No mesmo mês, Seeduc, Seap, AfroReggae e Eschola.com lançaram o projeto Sinal de Mudança no Complexo Penitenciário de Bangu, que leva cursos de capacitação profissional a milhares de detentos, além da possibilidade de inclusão no mercado de trabalho.

O AfroReggae hoje é referência na inclusão de pessoas que passaram pelo crime ou são egressos do sistema penitenciário. Através  do  projeto Empregabilidade, cerca de 1200 já foram beneficiadas, das quais 680 ex-detentos ou retiradas da criminalidade, que trabalham nas empresas parceiras.

No dia 26 de maio é inaugurado o Centro Cultural Waly Salomão, nova sede do Núcleo de Vigário Geral. O evento reuniu uma multidão e diversas personalidades entre artistas, empresários, políticos e. A imprensa também compareceu em peso e registrou esse momento histórico. O governador Sérgio Cabral descerrou a placa de inauguração. Com investimentos do BNDES, Petrobras, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Instituto Unibanco e Instituto Rukha, o prédio do CCWS tem 1,4 mil m2, quatro andares e a proposta de atrair os jovens com atividades gratuitas e vasta programação. Lá há o Estúdio Red Bull de Batidas Eletrônicas, único do estilo em toda a América Latina; o Natura Musical, estúdio de gravação, mixagem e masterização que permite a produção de CDs com qualidade profissional; e também terá um Auditório, para teleconferências, seminários e projeções de vídeo. Na Sala Futura, os visitantes encontram videoteca, cdteca e biblioteca; e na Sala de Ensaio Santander, com mais de cinco metros de altura, um espaço ideal para atividades de teatro e circo. O Centro conta ainda com o espaço Faetec Digital, uma sala com 17 computadores com rede wi-fi, além de salas de música para aulas particulares e a Sala Corpo Nestlé, para oficinas de dança. O projeto gráfico é de Luiz Stein.

Entre primeiro e 30 de maio o Itaú Cultural recebeu a quinta edição do Antídoto – Mostra Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito, parceria entre o instituto e o AfroReggae com shows, mostras, dança, teatro, cinema e debates reunindo convidados da Índia, Estados Unidos, Paquistão, Inglaterra, Congo, Zâmbia e Brasil. A abertura do evento ficou a cargo da Orquestra AfroReggae Diego Frazão e de Renato Braz.

No dia 24 de setembro a Trupe de Teatro AfroReggae inicia sua primeira temporada profissional, de um mês e meio, com a peça URUCUBACA!, com texto de Jorge Mautner na Casa de Cultura Laura Alvim. Direção de Johayne Hildefonso e Malu Cotrim. A direção musical é de Nelson Jacobina. Figurinos de Samuel Abrantes e Produção de Claudio Rangel.