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Confira a auspiciosa visita de Monja Budista Tenzin Namdrol e Virgínia Casé!





AfroReggae

Visita ilustre e auspiciosa. Foto: Fofinho

O Centro Cultural Waly Salomão, que completou um ano em maio, teve  um dia zen na terça-feira (8/11). É que o Núcleo do AfroReggae de Vigário Geral recebeu a Monja Budista Tenzin Namdrol, acompanhada da amiga do Afro, Virginia Casé. Elas trouxeram uma pintura Tibetana, que representa o “Buda da compaixão”, assinada por um grande mestre Tibetano, o venerável Lama Thubten Zopa RinpocheA monja e Virgínia conheceram o Centro Cultural acompanhadas de Washington “Feijão” Rimas, um dos coordenadores do GCAR. Na Sala Futura, gravaram uma entrevista para o AfroReggae. Virgínia, que é budista, explicou que o trabalho do AfroReggae, e a alegria que ele proporciona às pessoas que trabalham na instituição e a todos aqueles que se beneficiam das ações e projetos do Afro no Brasil e em outras partes do mundo, é algo muito bacana e que ela sentia essa alegria nas expressões das pessoas no Centro Cultural, como o querer o bem do outro, o não sofrimento do outro, como prega o Budismo.

Na Sala Santander, a Monja Namdrol e Virginia Casé foram recebidas pela Trupe de Teatro AfroReggae e Lila Shakti com um mantra. Johayne Hildefonso, um dos coordenadores do CCWS, abriu o evento falando da importância da visita. Em seguida, a Monja convidou a todos os presentes para entoarem juntos com ela e Lila Shakti, o Mantra “Om Mani Padme Hum” . Nandrol contou que desde a primeira vez que ela visitou Vigário Geral, acompanhada de Virgínia, sempre teve o AfroReggae em suas meditações nos retiros na Índia e no Nepal, na imagem do não sofrimento, do querer bem. Em seguida a Monja ofertou o quadro do Buda da Compaixão e explicou o significado de cada um dos elementos.

Nandrol disse que queria muito dar um presente à Vigário e a escolha do quadro de seu mestre foi a representação da compaixão, da transmutação da raiva em amor, da transformação que o Budismo nos ensina e que tem muito a ver com trabalho feito pelo AfroReggae.

“Da mesma forma que vocês acreditam na potência da música, devem crer na positividade de fazer a vida do outro melhor, querendo vê-lo feliz e desejando a ele o “não sofrimento”. Quando você ama o outro, você se sente muito melhor do que quando sente raiva e isso tem muito a ver com a doção do trabalho de vocês” – explica a Monja.

Nandrol conta que a Flor de Lótus que aparece no quadro está ali porque nasce no lodo e é maravilhosa e mostra que é possível sair do sofrimento (lodo) e emergir para o belo, a felicidade… A lua branquinha é o ciclo lunar e a pintura representa um mapa para desenvolver as qualidades, um caminho… O Lótus e a Lua significam compaixão e sabedoria. Os dois braços do centro, do quatro de Buda,  seguram uma jóia, que representa todos os seres e que Ele quer vê-los livre do sofrimento.

Há uma espécie de terço chamado mala, que mostra para nós que temos que praticar a compaixão e estarmos interconectados. Ou seja, devemos meditar, mas também fazer nossa parte em ações, lembrando que não estamos sozinhos no mundo e que cada um de nós precisa do outro para fazer as coisas (interdependência). As vestes de Buda significam: a consciência, a moralidade, a concentração, o entusiasmo, a meditação e a humildade. Os raios propagam a energia positiva e as qualidades se irradiando… A Monja encerrou falando sobre o sucesso:

“É preciso do esforço de cada um de nós, do entusiasmo em tudo que se faz. Não podemos ver só o sucesso, mas também o esforço e o entusiasmo de cada um que unido ao outro construiu essa caminhada” – conclui.

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Cobertura: Christine Keller – Fotos: Carlos  ”Fofinho”  Souza


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