22 coisas que você precisa saber sobre o AfroReggae

  • Eduardo Borzino
  • 21 de agosto, 2016
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“A memória é uma ilha de edição” costumava dizer Waly Salomão. Pois bem, é com a benção e as palavras do poeta que queremos te fazer um convite. Mergulhe nos mais de 20 anos de AfroReggae e nos ajude a contar essa trajetória. Afinal, só foi possível chegar até aqui porque a história do AfroReggae sempre foi escrita com histórias compartilhadas.

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22 coisas que você não sabia sobre o AR

Waly Salomão. Foto: Marta Braga.

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1 – O nome é sonoro, mas como se escreve AfroReggae? Antes a grafia era assim: “Afro Reggae”, anos depois as duas palavras viraram uma e ficou: AfroReggae ¯\_()_/¯.

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2- Nosso primeiro espaço de atividades se chamava “Centro Cultural Afro Reggae Vigário Legal” e foi inaugurado em 1997.

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Foto: arquivo AfroReggae.

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3 – A primeira vez que conseguimos aproximar jovens e a polícia foi com o programa Juventude e Polícia, em Minas Gerais, no ano de 2004. O projeto levava agentes da Lei até os menores cumprindo medidas socioeducativas através de palestras. E eles também participavam de oficinas artísticas de dança, percussão e grafite ministradas pelo AfroReggae dentro das casas de recuperação.

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4 – O Conexões Urbanas Show, circuito de eventos gratuitos, realizou mais de 50 shows em favelas do Rio de Janeiro. Nomes como Xuxa, Belo, Zezé Di Camargo e Luciano, Marisa Monte, NX Zero e muitos outros se apresentaram nesses eventos.

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5 – O primeiro episódio do Conexões Urbanas foi ao ar em 2008 e exibiu sua última temporada em 2013, totalizando 115 episódios no Multisho. Esta foto é a da gravação no Complexo Penitenciário de Bangu. Na época, Rafael Draguad era diretor da série ele aparece de azul, à direita.

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6 – José Junior começou a escrever Da favela para mundo, em Manoppello, na Itália, em 1999.

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7 – A Barraca do Tekko! Luiz Fernando Lopes, também conhecido como Tekko Rastafari, um dos fundadores do grupo cultural, costumava vender camisas em uma barraca, na Cinelândia. Lá, era um ponto de convergência do movimento negro e muitas das pessoas que frequentavam o lugar estavam presentes nos primeiros passos do AfroReggae.

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Tekko inicia os pequeninos na levada da percussão. Foto: Arquivo AfroReggae.

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8 – A 1ª Rasta Reggae Dancing aconteceu em 17 de outubro de 1992. A festa reuniu diversos personagens do movimento negro e do movimento Reggae. Depois do evento, estas pessoas passaram a se reunir com frequência e decidiram lançar o jornal AfroReggae Notícias. Daí, surgiu o Grupo Cultural AfroReggae.

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9 – Mas a Rasta Reggae Dancing quase não aconteceu. Inicialmente, a ideia não era fazer uma festa de Reggae. José Junior começou a produzir festas de funk na cidade, mas depois de um arrastão, bailes funk foram proibidos e, às pressas, a temática do evento mudou. Inclusive esta festa “transitória” foi batizada de Loka Govinda (traduzindo do sânscrito, antiga língua indiana Mundo de Krishna).

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1992 - Cartaz Rasta reggae dancing

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10 – Favela Rising, documentário sobre a história do AfroReggae, foi indicado ao Oscar, em 2006. E o filme premiado no conceituado Festival de Tribbeca.

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11 – Além de atuar no Rio de Janeiro, o AfroReggae já passou por Cabo Verde, China, Índia e outros.

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Oficinas de percussão em Cabo Verde. Foto: Chechena.

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12 – Nossos grupos artísticos são compostos por alunos das oficinas culturais que demonstraram uma aptidão acima da curva.

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13 – As baquetas do Afro Lata são feitas de cabo vassoura. A banda de percussão tira sua sonoridade do lixo e se apropria de materiais descartados para fazer música.

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Afro Lata.

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14  – O Centro Cultural Waly Salomão foi projetado pelo arquiteto Luiz Stein. O prédio de quatro andares está localizado no coração de Vigário Geral e tem uma estrutura robusta: dois estúdios musicais, salas de dança e ensaio. Tudo isso, para oferecer educação, arte e cultura de forma gratuita para todos.

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Entrada do Centro Cultural Waly Salomão.

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15 – Em 1994, Em Vigário geral, na Quadra Naildo Ferreira, as primeiras oficinas aconteceram em Vigário Geral,  percussão, dança e reciclagem de lixo.

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Primeira oficinas em Vigário Geral Quadra Nahildo Ferreira.

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f16 – Gilberto Gil, Luciano Huck e Regina Casé inauguram o núcleo de Parada de Lucas em 2006. O espaço foi batizado Centro de Inteligência Coletiva Lorenzo Zanetti.

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Gilberto escreve paz e axé na parede do Centro de Inteligência Coletiva Lorenzo Zanetti

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17 – Waly Salomão, grande guru e incentivador, costumava chamar o AfroReggae de cardume. E se ele mesmo dizia ser “o poeta do cardume”. Tivemos dois grandes mestres Waly e Lorenzo Zanetti.

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José Junior e Lorenzo Zanetti.

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18 – Zuenir Ventura escreveu o livro “Cidade Partida” depois de visitar Vigário Geral com José Junior.

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19 – A primeira turnê internacional da banda AfroReggae, hoje AR 21, aconteceu em 1998 e passou por França, Holanda, Alemanha e Inglaterra. Eles também tocaram os Rolling Stones, em Copacabana. Quem pode, pode! A foto abaixo é da viagem pelo velho continente.

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Banda AfroReggae, hoje AR21

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20 – Spike Lee visitou Vigário Geral em 2013 para gravar seu documentário “Go, Brazil, go”. Além dele Madonna e David Byrne também estiveram lá, mas a foto Spike Lee é mais legal.

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21 – O Empregabilidade começou em 2008. Hoje, com nome de Segunda Chance desde 2014, o projeto é a única agência de empregos de ex-presidiários para ex-presidiários. E hoje eles trabalham para que outras pessoas tenham a mesma oportunidade.

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22 – Dia 21 de janeiro é o marco oficial da criação do grupo cultural. Isso porque, a edição zero do AfroReggae Notícias foi lançada nesta data.

Um resposta para “22 coisas que você precisa saber sobre o AfroReggae”

  1. Julio Cesar Andrade disse:

    Parabenizo pela magnifica iniciativa. Administro um portal e moro em Carrancas – MG, e o meu sonho e objetivo definido é fundar uma escola de hotelaria & gastronomia como forma de resgate social na comunidade, que sofre através da exploração, principalmente do turismo, baseado em um modelo arcaico “quilombola” de utilização da mão de obra, sem o merecido retorno para os moradores. Acredito que através de eventos como “Carrancas Luau Reggae”, podemos difundir o projeto da escola e conseguir o apoio necessário para o projeto avançar. Precisamos da colaboração de Vocês… Conheça Carrancas Terra das Cachoeiras!!!

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