Tá no Mapa tira favelas da Zona Oeste da invisibilidade digital

  • Eduardo Borzino
  • 20 de julho, 2016
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O Tá no Mapa, que está tirando invisibilidade digital as favelas cariocas em parceria com a J. Walter Thompson e o Google, concluiu mais uma fase do projeto. Desta vez, Batan, ProMorar, Fumacê e Muquiço foram inseridas no Google Maps. A partir desta sexta-feira, 29 de julho, elas estarão disponíveis para navegação. Com isso, além de ruas, pontos de interesse, como escola, serviços e estabelecimentos comerciais ganham projeção.

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Ao todo, 22 favelas no Rio de Janeiro já foram mapeadas. O Tá no Mapa teve início em 2013, em Parada de Lucas, na Zona Norte da cidade. No ano seguinte, chegou a Rocinha, Vidigal, Complexo do Caju e Vigário Geral. Em 2015, foi a vez da Babilônia, Cantagalo, Chapéu Mangueira, Dona Marta, Pavão-Pavãozinho e Tabajara.

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Vista do Vidigal, umas 22 favelas mapeadas pelo projeto.

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Neste ano, o Tá no Mapa começou seu trabalho no Centro do Rio ao mapear, em fevereiro, São Carlos, Mineira e Coroa. Nos meses de junho e julho, o projeto chegou em no cojunto de favelas César Maia, Rio das Pedras, Terreirão e Gardênia, próximas ao Parque Olímpico da Barra. Além de Batan, ProMorar, Fumacê e Muquiço, próximas ao Parque Olímpico de Deodoro, todas na Zona Oeste.

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Como funciona o mapeamento

Todo mapeamento foi feito por agentes locais, decidimos recrutar moradores para formar a equipe do Tá no Mapa e dar a eles a oportunidade de tirar da invisibidade digital o lugar onde vivem. Todos eles foram treinados pelo Google e escolhidos pelo AfroReggae.

O processo é simples e colaborativo, a equipe do projeto percorre ruas e vielas e documenta tudo com a ferramenta Google Map Maker. Toda informação é enviada em tempo real, depois o material é avaliado pelo Google e tudo entra, literalmente, no mapa ao ser incluído no Google Maps.

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